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jeitos de mudar o mundo.
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___1-
Erradicar a extrema pobreza e a fome
Um bilhão e duzentos milhões de pessoas sobrevivem com menos
do que o equivalente a $ 1,00 (PPC — paridade do poder de compra, que
elimina a diferença de preços entre os países) por dia.
Mas tal situação já começou a mudar em pelo menos
43 países, cujos povos somam 60% da população mundial.
Nesses lugares há avanços rumo à meta de, até 2015,
reduzir pela metade o número de pessoas que ganham quase nada e que — por
falta de emprego e de renda - não consomem e passam fome.
Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas
com o poder público, ONGs, grupos representativos locais e fornecedores
Estímulo à agricultura familiar e comunitária de subsistência;
Combate à fome em regiões metropolitanas e rurais, através
de iniciativas de voluntariado, distribuição e capacitação
de mão de obra na elaboração de alimentos básicos;
Programas de apoio à merenda escolar; Apoio a programas de educação,
capacitação e inclusão digital de crianças e
jovens para futura inserção no mercado de trabalho; Programas
de redução do analfabetismo funcional, familiar e da comunidade
de interferência; Apoio à geração alternativa
de renda, através de estruturação de cooperativas e
aproveitamento da produção em suas atividades e suporte na
comercialização de excedente; Implementação de
políticas de diversidade, com inclusão de minorias étnicas,
portadores de deficiência, outros grupos discriminados, etc...
___2- Atingir o ensino básico universal
Cento e treze milhões de crianças estão fora da escola
no mundo. Mas há exemplos viáveis de que é possível
diminuir o problema — como na Índia, que se comprometeu a ter
95% das crianças freqüentando a escola já em 2005. A partir
da matrícula dessas crianças ainda poderá levar algum
tempo para aumentar o número de alunos que completam o ciclo básico,
mas o resultado serão adultos alfabetizados e capazes de contribuir
para a sociedade como cidadãos e profissionais.
Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas
com o poder público, ONGs, grupos representativos locais e fornecedores
Apoio a programas de criação de oportunidades e estímulo
no acesso ao ensino fundamental, ou melhoria da qualidade; Envolvimento direto/indireto
em ações de prevenção e erradicação
do trabalho infantil, tanto em regiões metropolitanas, como rurais;
Contribuição para a melhoria dos equipamentos das escolas básicas
e fornecimento de material didático e de leitura; Programas de reciclagem
e capacitação de professores do ensino fundamental; programas
de implantação de projetos educacionais complementares, com
envolvimento familiar, visando estimular a permanência do aluno na
escola;
___ 3-
Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres
Dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres, e 80% dos
refugiados são mulheres e crianças. Superar as disparidades
gritantes entre meninos e meninas no acesso à escolarização
formal será um alicerce fundamental (entre outros) para capacitar
as mulheres a ocuparem papéis cada vez mais ativos tanto no mundo
econômico quanto na atividade política em seus países.
Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas
com o poder público, ONGs, grupos representativos locais e fornecedores
Implantação de programas de capacitação e melhoria
na qualificação das mulheres; Criação de oportunidades
de inserção da mão-de-obra feminina, em atividades alternativas
consideradas masculinas; Incluir a valorização do trabalho
da mulher em programas de diversidade; Valorização de ações
comunitárias que envolvam o trabalho feminino, apoiando iniciativas
que promovam o cooperativismo e a auto-sustentação.
___ 4-
Reduzir a mortalidade infantil
Todos os anos 11 milhões de bebês morrem de causas diversas. É um
número escandaloso, mas que vem caindo desde 1980, quando as mortes
somavam 15 milhões. Os indicadores de mortalidade infantil falam por
si, mas o caminho para se atingir o objetivo dependerá de muitos e
variados meios, recursos, políticas e programas — dirigidos
não só às crianças mas a suas famílias
e comunidades também.
Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas
com o poder público, ONGs, grupos representativos locais e fornecedores
Apoio a programas de acesso à água potável para populações
carentes, principal causador das doenças infecciosas infantis; Promoção
de campanhas de conscientização no combate a Aids, visando
a prevenção de crianças portadoras do vírus;
Suporte a programas de acesso, das crianças portadoras do HIV e outras
doenças infecciosas, a medicamentos específicos; Programas
educacionais, em comunidades carentes, de esclarecimento sobre higiene pessoal
e sanitária, aleitamento materno e nutrição infantil.
___ 5-
Melhorar a saúde materna
Nos países pobres e em desenvolvimento, as carências no campo
da saúde reprodutiva levam a que a cada 48 partos uma mãe morra.
A redução dramática da mortalidade materna é um
objetivo que não será alcançado a não ser no
contexto da promoção integral da saúde das mulheres
em idade reprodutiva. A presença de pessoal qualificado na hora do
parto será,
Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas
com o poder público, ONGs, grupos representativos locais e fornecedores
Apoio a iniciativas comunitárias de atendimento à gestante
(pré e pós-parto) e melhoria da saúde materna, fixas
e ambulantes; Programas de apoio à saúde da mulher, facilitando
acesso a informações sobre planejamento familiar, DST, prevenção
do câncer de mama, gestação de risco, nutrição
da mulher e do bebê;
___ 6-
Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças
Em grandes regiões do mundo, epidemias mortais vêm destruindo
gerações e cerceando qualquer possibilidade de desenvolvimento.
Ao mesmo tempo, a experiência de países como o Brasil, Senegal,
Tailândia e Uganda vem mostrando que podemos deter a expansão
do HIV. Seja no caso da Aids, seja no caso de outras doenças, como
a tuberculose e a malária, que depois reduzir sua incidência
dependerá fundamentalmente do acesso da população à informação,
aos meios de prevenção e aos meios de tratamento, sem descuidar
da criação de condições ambientais e nutritivas
que estanquem os ciclos de reprodução das doenças
Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas
com o poder público, ONGs, grupos representativos locais e fornecedores
Programas de mobilização e informação no combate à Aids
e outras doenças epidêmicas como malária, tuberculose,
dengue, febre amarela (nas empresas e comunidade), tanto nos grandes centros
quanto no interior do país; Programas que facilitem o acesso aos medicamentos
necessários aos portadores de HIV e à prevenção
(vacinas) das demais doenças; Programas de doações e
distribuição de remédios às populações
de risco e baixa renda; Programas de prevenção na disseminação
de informação sobre saúde sexual e reprodutiva para
jovens e adultos, através de ações de voluntariado.
___ 7-
Garantir a sustentabilidade ambiental
Um bilhão de pessoas ainda não têm acesso a água
potável. Ao longo dos anos 90, no entanto, quase o mesmo número
de pessoas ganharam acesso à água bem como ao saneamento básico.
A água e o saneamento são dois fatores ambientais chaves para
a qualidade da vida humana. Ambos fazem parte de um amplo leque de recursos
naturais que compõem o nosso meio ambiente — florestas, fontes
energéticas, o ar e a biodiversidade — e de cuja proteção
dependemos nós e muitas outras criaturas neste planeta. Os indicadores
identificados para esta meta são justamente "indicativos" da
adoção de atitudes sérias na esfera pública.
Sem a adoção de políticas e programas ambientais, nada
se conserva em grande escala, assim como sem a posse segura de suas terras
e habitações, poucos se dedicarão à conquista
de condições mais limpas e sadias para seu próprio entorno.
Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas
com o poder público, ONGs, grupos representativos locais e fornecedores
Apoio a iniciativas na implementação de práticas ambientais
sustentáveis e responsáveis, através da conscientização
e disseminação das informações nas escolas, comunidades,
empresas; Programas de mobilização coletiva para estímulo à reciclagem
e reutilização de materiais; Ações de Voluntariado
na comunidade com vistas à educação e sensibilização
da população, com interferência direta nas associações
e órgão representativos, escolas, parques, reservas, etc.;
Suporte a projetos de pesquisa e formação na área ambiental;
Promoção de concursos internos ou locais que estimulem o debate
e a conscientização individual sobre o meio ambiente e a importância
da colaboração de cada um; Desenvolvimento de programas parceiros
no tratamento de resíduos procurando reverter o resultado em benefício
de comunidades carentes; Promoção de "econegócios" (negócios
sustentáveis), que preservam gerando ocupação e renda
e melhorando a qualidade de vida das populações.
___ 8-
Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento
Muitos países pobres gastam mais com os juros de suas dívidas
do que para superar seus problemas sociais. Já se abrem perspectivas,
no entanto, para a redução da dívida externa de muitos
Países Pobres Muito Endividados (PPME). Os objetivos levantados para
atingir esta meta levam em conta uma série de fatores estruturais
que limitam o potencial para o desenvolvimento — em qualquer sentido
que seja — da imensa maioria dos países do sul do planeta. Entre
os indicadores escolhidos estão a ajuda oficial para a capacitação
dos profissionais que pensarão e negociarão as novas formas
para conquistar acesso a mercados e a tecnologias abrindo o sistema comercial
e financeiro não apenas para grandes países e empresas, mas
para a concorrência verdadeiramente livre de todos.
Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas
com o poder público, ONGs, grupos representativos locais e fornecedores
Programas de apoio à formação e capacitação
técnica profissional dos jovens menos favorecidos, visando sua inclusão
no mercado de trabalho, que podem ser desenvolvidos nas empresas, associações
e comunidade; Mobilização de voluntários para criarem
situações de aprendizagem e gestão em suas áreas
de formação; Apoio a programas de geração de
novas oportunidades de absorção e recrutamento de jovens nas
pequenas e médias empresas; Apoio a programas de parceiras para a
inclusão digital da população menos favorecida; Programas
de formação e disseminação das novas tecnologias,
em especial, da informação, que promovam também a inclusão
de portadores de deficiência; Doações de equipamentos
novos ou usados a escolas, bibliotecas, instituições voltadas
ao atendimento a menores e jovens carentes; Estímulo a programas que
contemplem o empreendedorismo e auto-sustentação; Ações
que promovam ia inserção das comunidades carentes na cadeia
produtiva, através de financiamento direto de suas atividades, com
a disponibilização alternativa da política de microcrédito.